Imagem com uma mão segurando o filho recém-nascido no colo.

Já fez seu plano de parto?

02/04/2018 - 3 minutos de leitura

Ele é um documento que faz valer os desejos da gestante no momento de dar à luz, evitando procedimentos desnecessários e garantindo que sua vontade seja respeitada, na medida do possível

O obstetra e a equipe de assistência ao parto detêm o conhecimento técnico para a tomada de decisões seguras e adequadas para a mãe e o bebê.

Mas isso não significa que a mulher tenha de assumir um papel passivo em seu momento de dar à luz. Muito pelo contrário. Há uma série de escolhas que cabem a ela, referindo-se ao próprio conforto e ao que ela acredita que seja mais benéfico para a criança.

Uma forma de assegurar esse direito é preparar um plano de parto, que ela mesma pode redigir e protocolar na maternidade, registrando que informou suas preferências.

O ideal é preparar o documento com antecedência e discutir, com o médico, item a item. Assim, quando chegar a hora, ele e sua equipe devem se dedicar ao máximo para que tudo saia conforme o planejado — exceto, é claro, em casos de emergência ou de risco à saúde da mulher ou do filho.

No texto, deve constar uma introdução, dizendo que essas são suas preferências em relação ao nascimento do seu filho e que, se não for possível cumpri-las, que você gostaria de ser consultada sobre as alternativas. Em seguida, basta listá-las, assinar e pedir que o obstetra também assine. 

Veja, a seguir, alguns dos procedimentos que você pode incluir no plano de parto:

Na hora do parto
-Quero a presença do meu marido e/ou da doula na sala.
-Tenho ciência de que apenas 15% dos partos devem ser cesáreas e que a maioria pode e deve ser normal.
- Exijo ter liberdade de movimentos e para caminhar.
-Desejo que o local do parto tenha música ambiente, pouca luminosidade e sem ar condicionado.
- Não autorizo lavagem intestinal nem depilação dos pelos pubianos.
- A analgesia deve ser administrada apenas se eu solicitar.
-Desejo acesso à banheira, massagem e outras técnicas não farmacológicas para alívio da dor.
-Desejo dar à luz na posição em que eu julgar mais confortável.
-Desejo ser autorizada a fazer uma dieta leve durante o trabalho de parto.
-Autorizo o monitoramento dos batimentos cardíacos do bebê, mas não de modo ininterrupto.
-Não autorizo o rompimento artificial da bolsa nem o uso de ocitocina para acelerar o trabalho de parto, salvo com meu consentimento e se houver riscos identificados pela equipe médica. 
-Exijo ser consultada sobre a realização de episiotomia, recusando-me a aceitar que o procedimento seja feito como rotina.

Depois do parto
-Desejo que, logo após o nascimento, meu bebê seja colocado em contato com a minha pele, para amamentação, antes do corte do cordão umbilical, da pesagem e de outros procedimentos que possam ser adiados.
-Exijo que o cordão umbilical só seja cortado depois de parar de pulsar. 
-Antes de realizar qualquer procedimento no bebê, a equipe deve me informar.
-Desejo aguardar a expulsão espontânea da placenta.

Se a cesárea for necessária
-Desejo aguardar o início do trabalho de parto
-Não autorizo a aplicação de sedação, apenas anestesia peridural.
-Desejo que o campo seja abaixado na hora do nascimento, para que eu possa acompanhá-lo.
-Desejo que meu filho seja colocado em contato com a minha pele, imediatamente após o nascimento, para que eu possa amamentá-lo.


Formulário disponível para download: https://goo.gl/XgkLwu

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