Junho Laranja

Junho Vermelho: os bancos de sangue pedem socorro. E você pode ajudar!

A queda de volume de doações devido à pandemia fez baixar os estoques de sangue dos hemocentros. É um momento que torna ainda mais importante esse gesto simples e generoso que ajuda a salvas vidas.

Doar sangue é um ato de solidariedade e empatia que salva vidas. Para destacar a imensa importância desse gesto, o Ministério da Saúde instituiu em 2015 um mês dedicado ao tema, o Junho Vermelho, que neste ano tem a missão ainda mais urgente de atrair atenção para a doação de sangue no momento em que se registra uma queda de 20% no volume doado devido à pandemia de COVID-19.

“As restrições de movimentação das pessoas e o receio de contaminação reduziu abruptamente as doações, criando um problema crônico de baixa dos estoques de sangue”, afirma o hematologista Dr. Angelo Maiolino, coordenador de Hematologia da Oncologia Americas no Rio de Janeiro e diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

Sangue e seus derivados são essenciais para o atendimento de vítimas de traumas, acidentes ou violência, pacientes submetidos a cirurgias, portadores de doenças do sangue, como leucemia, e de outros cânceres, que muitas vezes precisam de transfusões constantes para suprimir efeitos da quimioterapia, como anemia e queda de plaquetas.    

Todos os tipos de sangue, (A, B, O e AB) e de Rh (fator Rhesus positivo ou negativo) são importantes para os bancos de sangue. “Independentemente de ser um tipo mais ou menos raro, de ser doador ou receptor universal, os bancos precisam ter estoque para suprir as diferentes necessidades”, destaca o Dr. Angelo.

O Americas Serviços Médicos está fortemente engajado no Junho Vermelho. Preparou materiais especiais espalhados por todos os hospitais da rede e conteúdos específicos divulgados nas suas redes sociais. A ABHH, por sua vez, está promovendo o programa “Um Só Sangue”, que tem como proposta alavancar a conscientização e as doações para o restante do ano.

Doação segura em tempos de COVID
Os hemocentros/bancos de sangue adotaram todas as medidas de segurança para evitar contaminação pelo coronavírus: assepsia total, agendamento prévio para evitar aglomerações e distanciamento entre as cadeiras de atendimento.
 
 “É importante lembrar que o processo de coleta é feito com materiais descartáveis e o volume de sangue a ser coletado é calculado de acordo com a estrutura física de cada doador”, destaca o Dr. Angelo.  Quem doa tem direito ao dia de folga no trabalho e recebe informações dos exames sorológicos que são realizados (como HIV, hepatites B e C e Chagas, entre outros) e que podem alertar para doenças até então desconhecidas.

Quem pode doar?
- Pessoas com idade entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização dos pais ou responsável legal, enquanto os maiores de 60 anos precisam ter doado sangue anteriormente.
Além disso, é preciso:
- Pesar 50 quilos ou mais
- Estar em boas condições de saúde
- No dia da doação, alimentar-se de forma leve e estar descansado(a)

Com que frequência você pode doar?
- Homens: quatro vezes por ano, com intervalo de dois meses entre as doações
- Mulheres: três vezes por ano, com intervalo de três meses entre as doações.

O que impede a doação?
- Ter sintomas de COVID-19 ou gripe
- Ter quadro confirmado de COVID-19 (a doação só poderá ser feito depois de estar assintomático há pelo menos 30 dias)
- Ter tomado a vacina contra a COVID-19 há menos de uma semana
- Ter tomado vacina conta a febre amarela há menos de um ano
- Estar grávida ou amamentando
- Ter feito tatuagem há menos de um ano
- Ter passado por procedimento com endoscópio nos últimos seis meses.
- Ter realizado cirurgia para extração de dente há menos de uma semana
- Doenças como hepatite, Chagas, Aids e outras transmissíveis pelo sangue

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