A imagem mostra uma mulher de costas alongando a perna, onde ela segura o pé para trás.

Musculatura em esportes de alto e baixo rendimentos

25/04/2018 - 3 minutos de leitura

Exercitar os músculos é excelente para melhorar a força, o aproveitamento de energia e o desempenho motor. Mas, é preciso planejar o treino de forma adequada para evitar problemas. Fique por dentro

Quando você se movimenta, acontece uma série de reações nas fibras dos seus músculos. A dinâmica de contração e relaxamento gera uma inflamação local, que, neste caso, é positiva e não tem nada a ver com o processo de adoecimento. As células nervosas passam a se comunicar de maneira mais eficiente, aprimorando o desempenho motor e os resultados de força.

Mas, atenção: essa afirmação só é verdadeira para quem pratica esporte do jeito certo, ou seja, com a devida preparação e em intensidade moderada, conforme alerta o Dr. Rodrigo Sasson, ortopedista do Americas Medical City (RJ), médico do Comitê Olímpico Brasileiro e da seleção brasileira de ginástica artística.

Primeiro, ele faz questão de esclarecer que alto rendimento não é sinônimo de saúde. Pelo contrário, o excesso de sobrecarga sobre a musculatura aumenta bastante o risco de lesões. “Para se ter uma ideia, os atletas profissionais tendem a apresentar prejuízos musculares semelhantes aos de uma pessoa sedentária”, compara. O ideal, portanto, é praticar exercícios de forma moderada, testando seus limites e aumentando, gradualmente, a frequência e a intensidade.

No entanto, o segredo para ganhar músculos fortalecidos e saudáveis é a preparação. “Ela deve incluir uma avaliação com um médico do esporte, uma análise biomecânica dos movimentos, para checar se a pessoa os está executando corretamente, um trabalho prévio de fortalecimento muscular, sessões de fisioterapia preventiva e de alongamento”, enumera o médico.

Sim, tudo isso é fundamental. Senão, o atleta pode errar na carga, na frequência ou até na forma de executar o treino. Aí, ao invés de benefícios, pode ter de encarar uma ruptura muscular.

Além da prevenção, o acompanhamento também é importante. Obviamente, ele será mais rigoroso em casos de atletas de alto rendimento, a fim de compensar a sobrecarga com cuidados intensivos de nutrição, fisioterapia e fortalecimento, entre outros.

É essencial ressaltar que há dois fatores adicionais indispensáveis para um bom trabalho muscular: sono e alimentação. “O descanso reduz o estresse oxidativo, que é um processo natural de oxidação do organismo, mas que, em excesso, é nocivo às células. Além disso, melhora a resposta anti-inflamatória, a captação de nutrientes, o aproveitamento energético e o equilíbrio mental”, assegura o Dr. Rodrigo.

Já a dieta é crucial para a própria manutenção muscular. As proteínas, por exemplo, são verdadeiros tijolos para os músculos. Por isso, um aporte adequado desse e de outros nutrientes, por meio de uma alimentação balanceada e natural, é um dos pilares de um programa de desenvolvimento muscular adequado.

“A composição das refeições vai depender de uma série de fatores, entre eles, a estrutura corporal do atleta, seu objetivo no esporte (fortalecimento ou aumento dos músculos, por exemplo), o tipo, a frequência e a intensidade do exercício que pratica”, pontua. O melhor, mais uma vez, é contar com o auxílio profissional, recorrendo a um nutricionista.

Por fim, o especialista orienta que todo atleta tenha um dia inteiro de repouso, pelo menos, durante a semana. E que qualquer dor prolongada seja avaliada por um médico, o quanto antes. “Tenha em mente que o limite dos seus músculos é aquele imediatamente anterior ao esforço capaz de provocar uma lesão. E fica mais fácil identificar esse limite se você se preparar e contar com a ajuda de um time multidisciplinar especializado”, conclui o Dr. Rodrigo Sasson.

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