Imagem de uma feira com grande variedade de verduras e legumes.

Nutrição e câncer: comer bem é crucial para a recuperação

10/08/2017 - 3 minutos de leitura

Um dos principais desafios impostos pela doença é manter uma boa resistência para enfrentar o tratamento. E um cardápio adequado às necessidades individuais ajuda muito no fortalecimento do paciente. Saiba como tirar o melhor proveito

Por um lado, certos alimentos são fundamentais para garantir o aporte de energia que o paciente precisa, além de contribuirem com o sistema imunológico — um dos protagonistas na trajetória de superação do câncer. Por outro, a enfermidade e o tratamento impõem obstáculos à alimentação, podendo causar náusea, alterações de paladar, falta de apetite e, algumas vezes, até aversão a certas comidas.

Daí a razão pela qual o nutricionista é um dos protagonistas na missão de orientar quem enfrenta esse processo de adoecimento. Sua tarefa é adequar a dieta às condições físicas da pessoa, fornecendo orientações para a manutenção das defesas do organismo, o controle dos sintomas e uma melhor tolerância aos tratamentos.

Veja, a seguir, exemplos de como esses profissionais atuam e as estratégias que adotam para assegurar que o paciente se alimente bem. E, lembre-se de que há inúmeras exceções e particularidades que só o especialista conhece. Portanto, é fundamental contar com a orientação dele, em vez de elaborar o cardápio por conta própria.

Alimentação adaptada
Perda de peso e de massa muscular são frequentes em indivíduos com câncer. As proteínas são importantes para a recuperação física, além de favorecer os processos de cicatrização e o sistema imunológico. Por isso, são frequentemente reforçadas no cardápio.

Outro problema comum são as queixas de paladar alterado, dificuldade de engolir, saliva espessa, sabor metálico na boca e sensação de estar mastigando palha. Nesses casos, para facilitar a alimentação, vale dar preferência aos pratos que tragam memória afetiva, que estejam entre os favoritos do paciente.

Devido à falta de apetite e vários outros sintomas que o paciente pode apresentar, os alimentos sólidos podem ser substituídos por aqueles de consistência pastosa e líquida, com melhor tolerância. Por exemplo, vale colocar uma porção de carne triturada na sopa cremosa, servir frutas em forma de papa, sucos e vitaminas.

Por fim, fracionar as refeições em pequenas quantidades, de três em três horas, ajuda a driblar a falta de apetite e o mal-estar, garantindo uma boa nutrição.

Sintomas controlados
Efeitos colaterais do tratamento são frequentes. Mais uma vez, a nutrição tem o importante papel de ajudar a atenuá-los. Para exemplificar, os pacientes que apresentam feridas na boca não devem comer alimentos duros ou crocantes, tampouco os ácidos, como limão. Já aqueles que têm diarreia precisam evitar grãos, cereais integrais, vegetais folhosos e castanhas.

Suplementos sob medida
É comum que o paciente com câncer apresente deficiência de alguns nutrientes, seja por causa da doença ou do tratamento. E nem sempre é possível repor essas substâncias apenas por meio da alimentação. Por isso, em muitos casos, os nutricionistas recorrem a suplementos orais.

Risco calculado
 Há pessoas que sofrem de outras doenças associadas ao câncer e isso deve ser levado em consideração ao determinar a dieta. Como exemplos, podemos citar o diabetes, a insuficiência renal e as alergias alimentares.

Auxílio do exercício
 A atividade física é estimulada e deve ser realizada conforme a condição de cada paciente. Os movimentos de força, flexibilidade e equilíbrio ajudam a preservar os músculos e promovem bem-estar.

Fonte: Mônica Benarroz, nutricionista do Americas Centro de Oncologia Integrado.

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