Imagem ilustrativa de uma pessoa com herpes.

O que catapora tem a ver com herpes?

19/06/2018 - 2 minutos de leitura

A doença típica da infância vai embora em poucos dias, mas o vírus se esconde nos nervos do corpo pela vida toda. E, se a imunidade baixar, ele pode entrar em ação novamente, provocando a herpes zoster. Venha entender mais

Na infância, as manchas vermelhas na pele costumam vir acompanhadas de febre e mal-estar, causam vesículas e muita coceira. Na maioria das vezes, dá pra esquecer o problema quando elas cicatrizam e a prostração vai embora. Mas o vírus da catapora (varicela) pode ficar latente, à espreita. Anos depois, se a imunidade sofre uma baixa, o micro-organismo encontra a oportunidade perfeita para voltar ao ataque.

Nesse contexto, são mais suscetíveis as pessoas com doenças crônicas graves, como câncer, aquelas que fazem uso de certos medicamentos, entre eles, quimioterápicos e imunossupressores, e os indivíduos submetidos a um transplante. O avanço da idade também tende a comprometer as defesas. Por isso, a maioria dos episódios de herpes zóster acontece depois dos 50 anos.

Infelizmente, o problema não é raro: aproximadamente, 20% das pessoas manifestam essa condição em algum momento da vida, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Normalmente, o alvo é o tórax ou as costas, concentrado em único lado do corpo. Isso porque o vírus fica alojado em um feixe de nervos da região e avança em direção à pele, provocando dor em toda a área e lesões cutâneas. No entanto, há casos em que a face é acometida, ameaçando a visão.

A herpes zóster provoca lesões em forma de vesículas e bolhas, muito dolorosas, que vão se agrupando, podendo vir acompanhadas de febre e mal-estar. Em indivíduos saudáveis, o quadro não costuma durar mais do que 7 dias e, raramente, evolui para consequências mais graves, como uma inflamação no cérebro. Via de regra, o tratamento é feito à base de antivirais e analgésicos, com o objetivo de encurtar a crise e abrandar os sintomas.

A complicação mais frequente é a neuralgia pós-herpética (relacionada aos nervos), em que a dor permanece entre um e seis meses após a cicatrização das lesões e pode se estender por anos. Nesse caso, o tratamento é focado no alívio da dor e os médicos podem precisar prescrever várias classes de medicamentos.

Melhor prevenir?

Com o envelhecimento da população, a tendência é que a incidência de herpes zoster aumente. Por isso, uma precaução disponível na rede particular de saúde é a vacina que protege contra o vírus. Recomendado para indivíduos com mais de 50 anos, a vacina deve ser aplicada mesmo em quem já teve um episódio do problema.

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