Imagem com gradiente azul e verde, com a palavra "Obesidade" escrita.

Obesidade e câncer

09/10/2017 - 2 minutos de leitura

O elo entre os dois problemas é mais um forte argumento para fazer as pazes com a balança. Entenda por que a palavra emagrecer é imperativa para quem pretende prevenir tumores.

A relação entre os quilos extras e as doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, é uma velha conhecida. Talvez, porém, você não esteja ciente de que o excesso de peso só fica atrás do cigarro na lista de fatores que predispõem ao câncer e que podem ser evitados.

“Todos os anos, a Sociedade Americana de Oncologia reforça o alerta sobre o impacto da obesidade no número de novos casos e também no prognóstico de quem já tem a enfermidade”, confirma o Dr. Jacques Tabacof, coordenador de oncologia e hematologia do hospital Paulistano, em São Paulo.

Segundo ele, a relação se aplica, principalmente, aos tumores de mama, próstata, endométrio — tecido que reveste o útero — e intestino. A justificativa está em substâncias nocivas que são liberadas pelo tecido gorduroso. Uma delas é similar ao hormônio feminino estrogênio. “Em excesso no organismo, ela estimula as células de determinados órgãos a se proliferar de forma desordenada, levando à formação de tumores”, esclarece Tabacof. É o caso da próstata, das mamas e do endométrio, por exemplo. Como se não bastasse, as células de gordura também liberam compostos pró-inflamatórios, igualmente capazes de atrapalhar a multiplicação celular.

O fato é que a ameaça é real e bem estabelecida. Uma revisão de 200 estudos, publicada este ano no periódico científico The Brittish Medical Journal, identificou fortes evidências de conexão entre a obesidade e 11 tipos de câncer, incluindo esôfago, vesícula biliar, reto, pâncreas, ossos, ovário e rins, entre outros.

A boa notícia é que uma diminuição no índice de massa corporal, mesmo que modesta, ajuda a minimizar o risco. “Um estudo recente mostrou que uma redução de apenas 3% no peso corporal aumentou a taxa de sobrevida, em um grupo de mulheres com câncer de mama”, contextualiza Jacques Tabacof.

Por mais difícil que pareça, é possível travar uma batalha contra os quilos indesejados. Se for preciso, peça ajuda. “Há situações em que a pessoa consegue emagrecer facilmente, já em outras, é necessário o auxílio de uma equipe multiprofissional, que inclui médicos, nutricionistas e profissionais de educação física”, afirma o médico.

Lembre-se de que uma mudança de mentalidade é o primeiro passo, com a conscientização sobre a necessidade de adotar hábitos mais saudáveis, como a prática de exercícios e uma alimentação equilibrada, por exemplo. De quebra, você vai ganhar disposição, autoestima e mais qualidade de vida. O esforço vale a pena.

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