Imagem ilustrativa de pedras nos rins

Pedras nos rins: o que esperar do tratamento

07/08/2018 - 3 minutos de leitura

Apesar do tremendo desconforto que provocam, os cálculos renais são, muitas vezes, inofensivos, desde que o paciente receba atendimento ágil e adequado. Entenda o que acontece nas horas seguintes à entrada no pronto-socorro

Pense em uma escala de 1 a 10, sendo que 1 corresponde à ausência de desconforto e 10, à maior dor que você pode imaginar. Não é raro que os pacientes atribuam nota máxima à cólica renal quando os profissionais de saúde pedem para classificá-la.

Normalmente, a crise tem início repentino, com um forte incômodo na região lombar, irradiando para a genital. Enjoo e vômito também são frequentes, por conta de um reflexo desencadeado pela agressão que a migração do cálculo provoca. Diante de tanto mal-estar, a pessoa não tem outra opção senão correr para o pronto-socorro.

Mas a boa notícia é que, chegando lá, a expectativa é que os recursos médicos atenuem o martírio progressivamente. O atendimento, nesses casos, costuma ser prioritário e a primeira providência é medicar o paciente com analgésicos e antiespasmódicos, a fim de aliviar os sintomas.

Só depois é que ele será submetido a exames mais elaborados para investigar o que está, de fato, acontecendo. “Para fazer a avaliação, solicitamos exames de sangue e de urina, com o intuito de verificar se há sinais de infecção além de checar a função renal. Já a tomografia é o exame de imagem que permite analisar o tamanho e a localização do cálculo. Normalmente, ele é feito sem contraste e com técnica de baixa irradiação”, explica o Dr. Gabriel Treiger, coordenador da clínica médica do Americas Medical City.

 

Decisões individualizadas

Os resultados permitem, à equipe de emergência e urologia, eleger uma conduta apropriada para cada situação. Pesam nessa escolha fatores como dor que não cede à medicação, vômitos que não cessam, obstrução do canal urinário, dilatação significativa, rim único e processo infeccioso. Nestes casos, o paciente pode ser internado e, eventualmente, ser submetido a tratamento cirúrgico.

“No entanto, se não houver complicações e se o tamanho do cálculo permitir, o paciente entra em um Protocolo de Terapia Expulsiva”, esclarece Treiger. Isso significa que há grandes chances de expelir a pedra pela urina e que, com devido acompanhamento, é possível esperar em torno de 20 dias para sua eliminação.

Depois de estabilizado, ele vai para casa com a prescrição de um medicamento que relaxa a musculatura do sistema urinário e um analgésico, além de receber orientações para retorno de emergência, como na ocorrência de febre, intolerância alimentar, sangramento anormal e intensificação da dor.
O indivíduo também é informado sobre os contatos das equipes médicas responsáveis e sobre a necessidade de passar por uma nova avaliação, após um período determinado. Enquanto isso, ele pode seguir com suas atividades rotineiras, se estiver se sentindo confortável.

 

Não saiu. E agora?

Quando a pedra é maior do que um centímetro ou se houver complicações que não permitam esperar a expulsão natural, a intervenção cirúrgica se faz necessária.

Se o cálculo estiver parado no interior do rim, o médico pode optar por fazer uma litotripsia não invasiva, ou seja, um método em que ondas de energia são emitidas para fragmentá-lo. No entanto, se ela tiver se deslocado para a uretra — evento que, normalmente, está por trás da dor, aí, provavelmente, vai ser preciso recorrer à cirurgia.

O procedimento é simples e consiste na retirada mecânica da pedra ou em uma litotripsia, a laser, realizada in loco. O paciente costuma ter alta no dia seguinte e vai para casa com um cateter no ureter ( canal que liga o rim a bexiga), que permanece com ele por cerca de 20 dias. A recomendação é que, nesse período, ele se mantenha hidratado e retorne para reavaliação na data estipulada pelo médico.

Trocando em miúdos, a palavra de ordem é paciência. Com supervisão e adesão ao tratamento, a probabilidade maior é que a pessoa, de um jeito ou de outro, consiga se livrar de vez do problema.

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Autor Americas Serviços Médicos

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