Imagem com uma médica sorrindo enquanto examina com um estetoscópio uma paciente grávida.

Pré-eclâmpsia: como manter mãe e bebê saudáveis na gravidez

03/08/2017 - 3 minutos de leitura

Uma das complicações mais preocupantes, na gestação, é a alta repentina na pressão arterial da mãe, acompanhada de outras alterações. Mas, na maioria das vezes, basta se antecipar ao problema ou controlá-lo desde cedo.

Tudo transcorre bem até 20ª semana. Em algum momento, a partir daí, a pressão começa a subir, seguida de inchaço (especialmente no rosto e nos membros) e, eventualmente, de outros sintomas, como dor abdominal, de cabeça e distúrbios visuais.

Os exames de sangue e urina também denunciam que algo está fugindo do previsto.

Essa condição, chamada de pré-eclâmpsia, ocorre em 5% a 8% das gestações e é a principal causa de morte materna nos países em desenvolvimento, de acordo com um artigo científico publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

Os especialistas ainda não conhecem suas causas exatas, mas sabem que ela está relacionada a uma anormalidade na formação dos vasos sanguíneos da placenta. E que fatores genéticos e imunológicos estariam envolvidos nesse processo.

O fato é que, sem um pré-natal adequado, com diagnóstico e tratamento precoces, a pré-eclâmpsia pode afetar órgãos como os rins, o fígado e o pulmão, além do perigo de comprometer o crescimento do bebê ou levar a um nascimento prematuro. No pior dos cenários, o quadro evolui para a eclâmpsia propriamente dita, que é quando a pressão foge de vez ao controle, provocando convulsões e até morte da mãe ou do bebê.

Felizmente, isso está longe de ser uma regra e, na maioria das vezes, pode ser evitado. Tudo vai depender da intensidade da pré-eclâmpsia, da idade gestacional e do acompanhamento médico.
 

O obstetra é capaz de identificar, desde o comecinho, o grupo de mulheres que apresentam maior risco de desenvolver a alteração, a fim de adotar medidas preventivas. Veja as condições que exigem uma atenção reforçada:

  • Primeira gravidez
     — Gestação de múltiplos
     — Idade superior a 35 anos
     — Hipertensão, diabetes ou doença renal
     — Obesidade
  • Antecedentes familiares de pré-eclâmpsia

Pressão alta ou pré-eclâmpsia?
O simples fato de a pressão subir não é suficiente para caracterizar uma pré-eclâmpsia. Além de considerar os sintomas, o diagnóstico leva em conta alguns indícios laboratoriais, como perda de proteína na urina (proteinúria), diminuição de plaquetas no sangue e alteração de enzimas do fígado.

Se a disfunção for realmente detectada, o médico irá tomar uma série de providências para garantir o bem-estar do bebê, estabilizar a pressão arterial da mãe e protegê-la de complicações. O objetivo é levar a gravidez adiante até que a criança esteja pronta para nascer.

Os casos mais leves podem ser controlados com repouso, uso de anti-hipertensivos e hábitos como dormir do lado esquerdo do corpo, para favorecer a circulação. Já os mais graves podem exigir internação, com uso de medicamentos que previnem convulsões.

O momento do parto vai depender do desenvolvimento do bebê, de sua vitalidade e da saúde da mãe. Mas, mesmo que você tenha de enfrentar toda essa incerteza, mantenha a serenidade e confie no seu. Ele tem inúmeros recursos para trazer seu filho ao mundo em segurança. E garantir que vocês curtam um ao outro por muitos e muitos anos.

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