Imagem com texto 'Uma em cada dez jovens, de vinte e cinco a trinta e quatro anos, tem pressão alta no Brasil'.

Pressão alta também é problema de jovem

25/04/2018 - 3 minutos de leitura

A alteração é silenciosa e está por trás de boa parte dos casos de infarto e AVC. O pior é que vem acometendo cada vez mais crianças e adultos jovens. Mas, basta controlar para evitar prejuízos

Você já mediu sua pressão arterial? Se a resposta for não, é melhor dar prioridade ao assunto, por mais novo que seja, Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada 10 pessoas, de 25 a 34 anos, já é hipertensa primária, ou seja, quando a pressão alta ocorre sozinha, sem ser decorrente de outros problemas. Nem as crianças escapam: 5% delas apresentam a alteração, muitas vezes secundária a problemas metabólicos, endocrinológicos ou congênitos.

A justificativa está, principalmente, nos maus hábitos, como a dieta repleta de alimentos industrializados. Primeiro, porque eles costumam ser cheios de sódio, um mineral que, por si só, já patrocina a hipertensão. Segundo porque esbanjam gordura, favorecendo a obesidade — outro fator de risco para a doença. O sedentarismo, típico dos dias atuais, e características genéticas, vêm completar a lista de agravantes.

Para que se dê a devida importância ao assunto, é prudente esclarecer por que a pressão alta é um verdadeiro perigo. Ela é responsável por 40% dos casos de infarto, 80% dos episódios de AVC e 25% dos de insuficiência renal grave, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão.

É só raciocinar que, quanto maior a pressão sobre os vasos sanguíneos, maior o desgaste em suas paredes. Com seu revestimento danificado, aumenta o risco de a gordura aderir ali, formando placas que levam a infarto e AVC. Esse é um dos mecanismos que exemplificam a ameaça. E, quanto mais tempo alguém ficar exposto a essa condição, mais sérios serão os danos.

Acontece que a pressão alta é, na maioria das vezes, silenciosa, ou seja, não provoca sintomas. Por essa razão, é preciso verificá-la regularmente, porque, se estiver alterada, é possível controlá-la com mudança de hábitos e até com medicamentos.

A Diretriz Brasileira de Hipertensão preconiza que essas medições sejam feitas em consultas de rotina, pelo menos, uma vez ao ano. Mesmo se o resultado der normal (igual ou menor do que 12 x 8), é necessário manter a avaliação periódica — a cada 2 anos, no máximo.

Sob controle

Melhor do que detectar e tratar a pressão alta, é preveni-la. Como? Basta combater os fatores de risco, adotando hábitos mais saudáveis. Olha só:

-Pratique atividade física aeróbica. Pode ser uma caminhada, em intensidade moderada. Trinta minutos, cinco vezes por semana, são suficientes.
-Dê preferência aos alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, grãos e carnes magras, evitando itens industrializados ou gordurosos.
-Maneire no álcool e não fume. O tabagismo é um dos piores gatilhos para a hipertensão.
- Faça atividades de relaxamento e diminua o estresse ao máximo.
-Reduza o consumo de sal, sem ultrapassar a quantidade de uma colher de chá por dia (para todas as refeições).
-Mantenha um peso adequado para a sua altura.

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