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Primeiras 48 horas de vida do bebê

22/01/2018 - 3 minutos de leitura

Algumas providências devem ser tomadas ainda na maternidade para garantir as melhores chances de um bom desenvolvimento ao recém-nascido. A Dra. Nicole Gianini, coordenadora médica do Centro de Tratamento Intensivo Neonatal (CETRIN), do Hospital e Maternidade Santa Lucia (RJ), explica cada uma delas:

Via de nascimento: optar pelo parto normal, sempre que as condições da mãe e do bebê permitirem, é uma sábia decisão. Ao passar pelo canal de parto, o contato com as secreções vaginais fornece bactérias benéficas, que fortalecem o sistema imunológico da criança. Existem evidências de que isso ajude a prevenir desde infecções até doenças como câncer e Alzheimer. Obviamente, a cesariana é uma opção, desde que seja necessária, com uma indicação precisa.

Nos braços da mãe: assim que a criança chega ao mundo, o ideal é que ela seja colocada nos braços da mãe. Isso não só estreita o vínculo entre os dois como favorece a amamentação.Salvo em casos que requerem alguma medida emergencial, a recomendação é que os primeiros exames, como a medição da frequência cardíaca, ocorram ali mesmo. A pesagem e o banho, entre outros procedimentos, podem ficar para mais tarde.

Avaliação física: um pediatra deve acompanhar a criança, durante a permanência na maternidade, para verificar se ela está urinando e evacuando conforme o esperado, se tem icterícia — aquela pigmentação amarelada da pele, que deve ser tratada com banhos de luz — , se apresenta alguma característica de síndrome ou malformação, se a frequência cardiorrespiratória e o restante do exame físico estão normais.

Tipo sanguíneo: o teste é especialmente importante se o sangue da mãe tiver Rh negativo e do pai da criança, positivo. Isso porque há chance de o bebê herdar o Rh do pai e o organismo da mãe reagir contra ele — o que é uma ameaça à saúde de um futuro irmãozinho. Neste caso, é preciso administrar uma vacina que evita a reação.

Teste do olhinho: tecnicamente conhecido como teste do reflexo vermelho, o exame consiste na projeção de uma luz nos olhos do bebê, com retorno por lente e efeito de pupila vermelha, para observação do reflexo. Isso ajuda a diagnosticar catarata congênita e um tipo de tumor chamado retinoblastoma, entre outras causas de cegueira irreversível. Desta forma, é possível tratá-las cedo, poupando o bebê do prejuízo.

Teste da orelhinha: outra avaliação importante a ser feita na maternidade, o exame permite detectar eventuais problemas de audição, para que sejam tomadas as devidas providências, evitando problemas de linguagem futuramente, entre outras consequências.

Aleitamento: amamentação requer aprendizado. Qualquer dificuldade da mãe ou do bebê também deve ser observada e corrigida, com auxílio da equipe de enfermagem.

Peso: devem ser feitas duas pesagens: uma no dia do nascimento, outra, próxima ao momento da alta hospitalar. Uma perda de 10% nos primeiros 10 dias é esperada, mas, se for superior, precisa ser investigada.

Vacina: atualmente, o único imunizante aplicado na maternidade é o que protege contra a hepatite B. Depois de sair, o bebê deve ser encaminhado ao posto de saúde, para receber a vacina BCG, que previne uma forma grave de tuberculose. Depois, o pediatra irá orientar os pais sobre as doses subsequentes, de acordo com os calendários oficiais de vacinação.

Fora da maternidade: o teste do pezinho, aquele realizado a partir de algumas gotinhas de sangue extraída do pé do bebê, é fundamental, pois permite diagnosticar uma série de doenças congênitas que, se não forem tratadas, podem ameaçar a vida da criança ou provocar consequências graves. No entanto, o exame não deve ser realizado na maternidade e, sim, a partir do 5º dia de vida. Isso porque leva um tempo até que a criança elimine os hormônios maternos da corrente sanguínea, o que pode gerar resultados falsos-normais. Na primeira semana de vida do recém-nascido, é importante consultar um pediatra de confiança, que fará uma completa avaliação clínica e dará orientações sobre cuidados gerais.

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