Imagem com uma médica examinando duas crianças.

Problemas de ouvido, adenoides e amígdalas: quando a cirurgia é necessária

31/07/2017 - 3 minutos de leitura

Quem tem filho pequeno já precisou, provavelmente, lidar com alguma encrenca em uma dessas estruturas, principalmente infecções ou respiração comprometida. Em boa parte das vezes, o problema é corriqueiro, sem maiores consequências. No entanto, crises recorrentes fazem mal ao organismo e podem exigir uma solução definitiva.

Nessas situações, portanto, é preciso considerar uma intervenção cirúrgica. E isso não é motivo para pânico, pois o procedimento, se bem indicado, é de baixo risco e traz benefícios para as crianças.

Em uma entrevista esclarecedora, a pediatra Maria da Gloria Neiva e o otorrinolaringologista Fernando Portinho, ambos do Americas Medical City, no Rio de Janeiro, deram detalhes sobre o funcionamento das glândulas e do sistema auditivo, além das vantagens da cirurgia. Veja, a seguir:

Qual é a função das amígdalas e adenoides?
Elas secretam anticorpos, impedindo a multilicação de bactérias e vírus no sistema respiratório superior. Portanto, são a primeira linha de defesa contra infecções nessa região.

Por que algumas crianças apresentam otites e amigdalites de repetição? Há algum motivo anatômico, imunológico ou genético?
Todos esses motivos podem estar presentes, ou, ainda, a associação de
 alguns deles. Condições como a obstrução da tuba auditiva e uma fragilidade do sistema imunológico podem, por exemplo, desencadear otite de repetição. O histórico familiar também deve ser levado em conta. Estudos ainda estão sendo realizados para confirmar as causas dos episódios frequentes.

Quando as adenoides costumam provocar problemas?
As infecções das adenoides podem levar a quadros de otite ou de rinossinusite. E, quando essas glândulas estão aumentadas, causam obstrução nasal, ronco, sono agitado, irritabilidade, respiração oral e apneias (breves interrupções na respiração). Se a situação persistir, pode interferir no crescimento facial, ósseo e muscular, além de promover alterações torácicas e até problemas cardiovasculares.

Quantas infecções por ano passam a ser motivo de preocupação?
De acordo com o critério adotado pelos especialistas, sete episódios em um ano; cinco por ano, em dois anos consecutivos; ou três, em três anos consecutivos, devem ser levados em consideração para a indicação de retirada das amígdalas e/ou adenoides.

É verdade que, quando as infecções são muito recorrentes, as amígdalas e adenoides perdem sua função protetora e passam a ser um foco de infecção?
Sim. Nas infecções recorrentes, formam-se comunidades de bactérias que impedem a ação dos antibióticos e do sistema imunológico.

Existe um parâmetro para avaliar se há indicação cirúrgica para problemas de ouvido (com a colocação de um tubinho de ventilação)?
Quando há repetição de infecções das amígdalas, adenoides e ouvido, está indicada a cirurgia de retirada das glândulas. Se necessário, também fazemos uma pequena incisão na membrana timpânica (Timpanotomia), aspiramos a secreção que está dentro do ouvido e colocamos um pequeno tubo de plástico, chamado tubo de ventilação. Ele areja essa região, facilitando a cura da otite. O dispositivo permanece por meses no local e é eliminado espontaneamente.

Em que idade é melhor tomar essa decisão?
Não há uma idade ideal, mas só operamos os pacientes com idade superior a 2 anos.

Quais os riscos da cirurgia?
A remoção das amígdalas e adenoides é realizada sob anestesia geral e é considerada de baixo risco, mas requer uma cuidadosa avaliação pré operatória, com exame clinico do paciente, exames laboratoriais e radiológicos, para que seja bem-sucedida.

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