Imagem com texto 'Vale a pena poupar sua memória e seu reciocínio'.

Prolongue sua memória: um terço dos casos de demência pode ser prevenido

29/03/2018 - 2 minutos de leitura

A conclusão é de pesquisadores da Universidade do Sul da California (EUA) e representa uma enorme esperança de chegar, com a mente sã, à terceira idade
 
 
Cerca de 50 milhões de pessoas no mundo perdem suas lembranças e a capacidade de raciocínio, à medida que a idade avança. E os dados da Organização Mundial de Saúde são ainda mais alarmantes: esse número deve triplicar até 2050.
 
Mas, você não precisa se alarmar com a informação. Pelo contrário. Uma descoberta da Universidade do Sul da Califórnia (EUA) representa uma oportunidade enorme de cuidar da saúde e diminuir drasticamente os riscos de encorpar as estatísticas.
 
Publicada no renomado periódico científico The Lancet, o estudo consiste em uma revisão de pesquisas sobre o assunto e constatou que até um terço de alguns tipos de demência poderia ser evitado. “As precauções valem, principalmente, para as chamadas demência vascular e doença de Alzheimer”, comenta o Dr. Renato Anghinah, coordenador do núcleo de neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo. 
 
Os cientistas apontaram, inclusive, os fatores de risco que devem ser controlados para reduzir a probabilidade de padecer do problema. Ou, pelo menos, para postergar o surgimento dos sintomas. 
 
Em resumo, as orientações começam com hábitos saudáveis, que devem ser adotadas para prevenir outras doenças crônicas: perder peso, parar de fumar e praticar exercício.
 
O controle adequado de algumas enfermidades também faz parte da precaução. Os autores do estudo recomendam controlar a pressão arterial, intensificando o cuidado a partir dos 45 anos; tratar diabetes, depressão e deficiência auditiva.
 
Estimular o raciocínio também se mostrou essencial para manter a cabeça em ordem, de preferência, começando bem cedo, pela educação infantil, e mantendo o exercício mental pela vida toda. “O motivo é simples e se chama reserva cognitiva. Se a pessoa tem um bom repertório, pode recorrer a ele para buscar alternativas, mesmo se esquecer de algumas informações. Por exemplo: quem conhece as palavras carro, automóvel e veículo, pode empregar uma delas como opção, no lugar da palavra esquecida naquele momento”, explica Anghinah. 
 
Pelo mesmo motivo, investir em relações sociais de qualidade é outro hábito super benéfico, já que as interações possibilitam a troca de conhecimento e, consequentemente, a ampliação do tal repertório.

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