Imagem com um senhor sendo examinado pela médica.

Pronto-socorro ou consulta agendada?

17/09/2018 - 3 minutos de leitura

Saber quando é mais adequado procurar cada tipo de serviço garante um atendimento mais eficiente, com maiores chances de solução do problema. Veja alguns critérios para decidir.

Antes de tudo, é importante entender as características de cada tipo de serviço. O pronto-socorro, como o próprio nome sugere, é preparado para atuar em casos de urgência e emergência, ou seja, que necessitem de providências imediatas, seja por conta de uma dor intensa, de um incômodo significativo ou do risco de a situação se agravar, ameaçando a vida do paciente. “O tratamento é direcionado de acordo com a queixa da pessoa. Ou seja, visa resolver um desconforto pontual”, explica o Dr. Dario Fortes Ferreira (CRM/SP 44.597).

Já as consultas agendadas seguem uma dinâmica diferente. “O exame físico é mais detalhado, visando uma avaliação integral, para que o paciente tenha um acompanhamento contínuo, seja para prevenção de doenças ou para controle de uma condição crônica pré-existente”, diferencia o médico. O histórico do paciente também é levado em conta, com registro de eventuais fatores de risco para determinadas enfermidades, história de problemas na família ou de doenças anteriores. E tudo isso norteia uma orientação de longo prazo, podendo incluir medicamentos e mudança de hábitos.

Com essa distinção em mente, O Dr. Dario ensina alguns critérios para ajudar a avaliar qual o serviço médico mais indicado:

Pronto-socorro
-Quadros agudos, cujos sintomas começaram de algumas horas a alguns dias, no máximo.
-Agravamento de sintomas de doenças pré-existentes: é o caso, por exemplo, de pacientes que já têm uma doença cardiovascular, fazendo uso de medicamentos, mas sentem dor no peito. Ou então, complicações típicas de diabetes, hipertensão…
-Piora súbita de uma condição médica.
-Dor intensa: para mensurar, pense em uma escala de 0 a 10, sendo 0 a ausência de desconforto e 10, a pior sensação dolorosa que já sentiu na vida. Uma classificação acima de 7 já justifica uma ida ao pronto-socorro, por si só. Entre 4 a 7, fica a critério do paciente. E de 1 a 3, o quadro não é considerado uma emergência.
-Falta de ar: se ela estiver incomodando, é motivo suficiente para procurar uma unidade de emergência.
-Febre, acompanhada de alterações de pulsação e respiração: mais de 20 respirações por minuto ou 100 batimentos cardíacos por minuto requerem avaliação urgente.
-Vômito que não cessa: se a pessoa não consegue se hidratar, sente muita sede e a pele está seca, melhor ir ao P.S.
-Diarreia. Mais de cinco ou seis evacuações em 12 horas podem levar à desidratação. Então, o mais prudente é buscar ajuda médica rapidamente.
-Alterações de fala e/ou coordenação motora: podem indicar um dano neurológico e devem ser avaliadas o mais rápido possível.

Consulta agendada
-Doenças que já persistem por semanas, meses ou anos, sem que a pessoa tenha notado exacerbação dos sintomas. Isso inclui uma tosse que não passa, uma dor crônica não esclarecida e um mal-estar intestinal que não se manifesta no momento, mas que costuma aparecer em situações esporádicas.
-Check-up para prevenção ou detecção precoce de eventuais doenças.
-Necessidade de receitas médicas para obter medicamentos de uso contínuo.
-Acompanhamento periódico de doenças crônicas, como depressão, diabetes, hipertensão ou câncer.

De olho nas crianças!
Como elas nem sempre conseguem verbalizar uma queixa com precisão, o melhor é pecar pelo excesso e falar com o pediatra imediatamente, diante de qualquer dúvida. Se for necessário, ele poderá orientar sobre a necessidade de passar pelo pronto-socorro. No entanto, alguns sinais devem acender o sinal de alerta para emergência, com necessidade de procurar ajuda médica rapidamente, sem perder tempo. Veja quais são:
-Vômito ou diarreia frequentes.
-Prostração: a criança não brinca e fica abatida, sem energia para brincar ou reagir a estímulos.
-Febre com aumento súbito: as crianças têm maior probabilidade de ter convulsão, quando a febre sobe rapidamente. Por isso, é melhor procurar um pronto-atendimento.
-Falta de ar: a criança parece cansada, com movimentos vísiveis de abertura das narinas e estufamento da barriga.
-Alteração de circulação: faça um teste: pressione uma das unhas da criança. Ela vai adquirir uma coloração esbranquiçada, mas, ao soltar, não deve demorar mais do que dois segundos para encher de sangue novamente, voltando a ficar corada. Se levar mais tempo do que isso, melhor levar ao médico com agilidade

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Autor Americas Serviços Médicos

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