Saúde_2021

Que venha um ano novo cheio de saúde e atitude!

Para isso, preparamos uma seleção de dicas e orientações para você elaborar (e depois cumprir) sua lista de resoluções de saúde e bem-estar para 2021.

2021 está batendo à porta, anunciando o fim de um ano que ficará marcado pela pandemia e pelos impactos que ela causou nas nossas vidas. Mas, no melhor estilo “ano novo, vida nova”, este é um bom momento para rever seus hábitos e fazer planos para um futuro de mais saúde e bem-estar.

Pensando nisso, convidamos dois especialistas do Americas Serviços Médicos – a Dra. Renata Beranger, infectologista e coordenadora do Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Samaritano Botafogo (RJ), e o Dr. Stefano Garzon Dias Lemos, cardiologista intervencionista do Hospital Samaritano Higienópolis (SP), para preparar uma seleção de tópicos importantes para incluirmos na lista de resoluções de saúde para o Ano Novo.

Os dois médicos destacam algo básico: o caminho para ter uma vida mais saudável passa também pelas nossas atitudes. “Podemos fazer isso transformando em hábitos uma série de ações e escolhas bem simples, como ter uma vida mais ativa, com mais qualidade nutricional, menos estresse e mais bem-estar”, afirma o Dr. Stefano.

Além disso, é fundamental começar 2021 sem embarcar numa perigosa ilusão: “o fim do ano não significa o término da pandemia”, adverte a Dra. Renata. “Precisamos continuar seguindo as orientações para a prevenção da COVID-19: higienização constante das mãos, uso de máscara e distanciamento social”, destaca ela.

7 cuidados que não podem faltar na sua agenda de saúde

  1.  Cuide da alimentação. Prefira os alimentos frescos e naturais no lugar dos processados, abrindo mais espaço para fibras, legumes, verduras e frutas. Evite alimentos gordurosos e com excesso de sal ou açúcar. Se for consumir proteína animal, dê preferências às carnes brancas.
  2. Diga não ao sedentarismo, colocando o esporte ou outras atividades físicas na sua rotina. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 300 minutos de exercícios moderados por semana. Uma caminhada de uma hora a passos acelerados cinco vezes na semana já coloca você entre as pessoas ativas. Para quem faz atividades de maior impacto, como jogar futebol ou tênis, são necessários 150 minutos por semana.  Se você é sedentário, comece fazendo pequenas mudanças na sua rotina e persista.  Atividades físicas diminuem o risco de doenças como obesidade, diabetes e hipertensão e também influem no nosso equilíbrio mental.     
  3. Hidrate-se. Um bom hábito é carregar sempre uma garrafinha d’água. Dê preferência a líquidos não açucarados e sem corantes. Uma boa maneira de observar se o nível de hidratação está adequado é prestando atenção na coloração da sua urina. Quando ela está escura, é sinal de que você está precisando beber mais água.
  4. Se você fuma, diga adeus ao cigarro, que é fator de risco para várias doenças, entre elas as cardiovasculares e vários tipos de câncer.
  5. Modere o consumo de álcool. Os limites recomendados são até duas doses diárias (duas latas de cerveja ou dois cálices de vinho, por exemplo) para os homens e uma dose diária para as mulheres.  
  6. Garanta que seu sono seja reparador e de qualidade, ou seja, sem interrupções, em ambiente escuro e sem estímulos visuais e auditivos intensos. O parâmetro de oito horas diárias não funciona para todo mundo. Algumas pessoas precisam de mais horas; outras, menos. Cansaço e sonolência durante o dia são sinais de que há algo de errado com o seu sono.
  7.  Saúde também envolve equilíbrio emocional, bem-estar e paz de espírito. Abra espaço na sua agenda para práticas que estimulem a contemplação, a concentração ou simplesmente que sejam prazerosas (até o prazer de não fazer nada).

Em dia com a sua consulta

Na rotina, quando você deve ir ao médico para consulta e realização de exames? Confira as orientações para quem não tem fatores de risco.

Homens e mulheres

  • A partir do início da vida adulta: avaliação geral com o médico de referência (clínico geral, médico da família, cardiologista, etc.). A partir dos 35 anos, recomenda-se a realização anual de hemograma e exames de glicemia e colesterol.
  • A partir dos 40 anos: avaliação cardiológica anual e realização de exames de check-up. Além de ecocardiograma e teste ergométrico, podem ser solicitados exames que avaliam fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol e triglicérides.

Homens

  • A partir dos 40 anos: consulta anual com urologista e realização dos exames que permitem o diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Mulheres

  • Logo após a primeira menstruação: consulta anual com ginecologista e realização dos exames indicados. Em geral, o Papanicolau é realizado a partir dos 25 anos para mulheres sexualmente ativas. A mamografia é recomendada a partir dos 40 anos.

Atenção: se você tem doenças crônicas (diabetes, hipertensão, etc.) ou fatores de risco para algumas doenças, respeite a periodicidade de consultas e exames recomendada pelo seu médico.

Cuidados contra a COVID-19 e além dela

Segundo os doutores Stefano e Renata, a pandemia, apesar de todos os impactos negativos em nossas vidas, deixará também um legado positivo: a maior consciência sobre a importância de atuarmos em prol da nossa saúde e da saúde das comunidades em que estamos inseridos. Veja o que isso significa na prática:

  • A higienização das mãos e dos alimentos não serve apenas para a prevenção das infecções pelo novo coronavírus. A prática também ajuda a evitar outros quadros muito comuns no verão, como diarreias e gastroenterites, associadas a problemas de higienização e armazenamento correto dos alimentos.
  • Da mesma forma, o uso de máscara ajuda a prevenir outros tipos de infecções respiratórias, como gripes e resfriados. Graças ao uso desses equipamentos de proteção individual, observou-se uma diminuição da incidência dessas doenças ao longo de 2020. Assim, diante de gripes e resfriados, faça o que a pandemia nos ensinou: fique em casa, cubra sempre a boca ao tossir e espirrar e, ao sair, use máscara para evitar que você contamine outras pessoas.
  • Lembre-se: se você teve contato com alguém sofreu com a Covid-19 e não ficou doente, isso não significa que você está imune à doença. Se você teve a infecção, é bom saber que a ciência ainda não tem informações para assegurar que não existem reinfecções. Assim, os cuidados a serem tomados por quem teve ou não teve Covid-19 devem ser os mesmos.
  • A orientação para evitar aglomerações e contatos sociais vale muito para as festas de fim de ano. As comemorações mais seguras são aquelas que reúnem grupos menores, com cada pessoa observando as regras de prevenção.
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