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Samaritano Higienópolis: 500 transplantes renais pediátricos

Marco foi registrado em outubro pelo hospital que é uma referência na realização desses procedimentos, inclusive em crianças com menos de 15 quilos, algo que é feito em pouquíssimos centros transplantadores do mundo.

No dia 15 de outubro, o Hospital Samaritano Higienópolis realizou seu 500º transplante renal pediátrico, uma conquista que reafirma o posicionamento da instituição como uma referência nacional e internacional nesse tipo de procedimento. Em média, o hospital realiza 38 transplantes renais pediátricos por ano, mais do que o triplo dos demais centros do mundo, cuja média é de 10 a 12 procedimentos/ano.

Além da quantidade, outro diferencial do Samaritano Higienópolis é a expertise de sua equipe para realizar transplantes em crianças com menos de 15 quilos, o que exige habilidade técnica e alto nível de especialização, além de infraestrutura hospitalar adequada. Poucos centros do mundo fazem o procedimento em pacientes com tão pouco peso.  

A maioria das crianças que precisam de transplantes nasceu com malformação do trato urinário, o que causa a insuficiência renal e gera dificuldade para ganhar peso. Em geral, elas permanecem no tratamento com diálise até atingir pelo menos 15 quilos para serem submetidas ao procedimento. “Ao criar a oportunidade de transplante para crianças com peso menor, evita-se que elas precisem permanecer por longos períodos em diálise e, sem dúvida, ganham muito em qualidade de vida”, afirma a Dra. Maria Fernanda Carvalho de Camargo, responsável pela Linha de Cuidados de Nefrologia e Transplante do Americas Serviços Médicos.

Um estudo que envolveu 130 crianças com menos de 15 quilos transplantadas no Samaritano Higienópolis entre 2009 a 2017 atesta os bons resultados obtidos. O resultado mostrou um índice de sobrevida de 97% após um ano do procedimento e de 95% após cinco anos, sendo que 87% delas estavam com o órgão em condições funcionais.

Insuficiência renal em crianças

A doença renal crônica, pode levar à insuficiência renal (quando os rins não são mais capazes de realizar suas funções, entre elas filtrar e eliminar impurezas por meio da urina e produzir hormônios). Em crianças, na grande maioria dos casos, é originada por malformação do trato urinário.

Entre as causas da doença renal crônica em crianças estão:

  • Malformação da válvula da uretra posterior: é caracterizado pela existência de uma membrana obstrutiva na uretra. Geralmente, a suspeita do problema ocorre nos exames de pré-natal, e a correção pode ser feita em alguns casos intraútero ou após o parto. O dano causado no sistema urinário durante a gestação, algumas vezes pode culminar com doença renal crônica.     
  • Glomerulopatias: conjunto de doenças que acomete a região do rim chamada glomérulo, cuja função é a filtragem do sangue e formação da urina. Podem ser causadas por infecções, distúrbios genéticos hereditários ou distúrbios autoimunes.
  • Doença renal policística: é uma síndrome hereditária que envolve a formação maciça de cistos nos rins, o que, ao longo do tempo, vai comprometendo a função desses órgãos. É progressiva, mas pode ser controlada para retardar sua evolução.
  • Nefrite hereditária: transmitido geneticamente, o distúrbio causa alterações que afetam as funções renal e auditiva.

Diagnóstico precoce e sinais de alerta

Segundo a Dra. Maria Fernanda, muitas vezes é possível corrigir a malformação ou tratar a enfermidade que está gerando a doença renal, impedindo ou retardando seu avanço para um quadro de perda da função dos rins. Para isto é fundamental o diagnóstico precoce. Descobrir o problema em estágio inicial para tratar adequadamente faz uma grande diferença para o melhor resultado. “Não há como prevenir esses males que geram a doença renal nas crianças e, muitas vezes, o problema é silencioso ou com poucos indícios. Assim, é muito importante investigar qualquer sintoma”, ressalta a médica.

Fique atento aos sinais de doença renal em crianças:

  • Repetição de infecções urinárias
  • Urina com sangue e/ou espuma
  • Urinar várias vezes durante a noite
  • Anemia sem causa aparente e fraqueza
  • Atraso no crescimento
  • Inchaço nos pés e no rosto
  • Pressão alta

Caminho do transplante

Se a criança estiver com doença renal em estágio avançado ou com insuficiência renal diagnosticada, é hora de pensar no transplante, que pode ou não ser precedido de sessões de diálise.

  • Inicialmente é verificada a existência de um doador na família compatível em tamanho e tipo sanguíneo, em perfeita condição de saúde e que atenda aos requisitos legais e clínicos. O rim a ser doado pode ser de um adulto desde que não haja diferença significativa de tipo físico. Por exemplo, uma pessoa com 1m65cm de altura pode doar seu rim para uma criança de 2 a 3 anos. Para crianças menores, o ideal é aguardar um doador falecido compatível.
  • Se há doador compatível na família, mas é preciso algum procedimento para corrigir um problema de malformação ou de adequação do sistema urinário da criança, ela terá de fazer diálise até estar preparada para receber o rim.  Se houver doador compatível e nenhum problema a ser corrigido, o transplante poderá ser realizado.
  • Se não há doador compatível na família, a criança entra na fila do transplante de doador falecido. Até que surja um doador, terá de fazer diálise.

É importante saber que o transplante não significa cura, pois o órgão transplantado tem vida útil e, em algum momento (varia bastante caso a caso), pode perder sua função. Assim, em crianças muito pequenas com doadores na família, pode ser adotada a estratégia de fazer diálise e ingressar na fila de doador falecido para resguardar o rim do familiar para um possível segundo transplante.  

Centros de transplante renal pediátrico do Americas Serviços Médicos

São Paulo

Hospital Samaritano Higienópolis

Fone: (11) 38215633

Rio de Janeiro

Americas Medical City

 Fone: (21) 32632000

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