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Saúde da mãe no pós-parto

27/04/2018 - 3 minutos de leitura

É natural que, nos primeiros dias com o recém-nascido, todos os cuidados (e olhares) se voltem para ele. Mas, a saúde materna também requer atenção nesse período delicado

Mamada, sono, banho, fralda, umbigo. Tudo isso é prioridade na adaptação à rotina com o bebê. Mesmo assim, a mulher não pode se esquecer de que seu corpo passou por uma profunda transformação, tanto no período de gravidez quanto no parto. Portanto, ela também precisa de cuidados que não devem ser adiados.

Começando pelo básico, não dá para pecar na alimentação só porque a criança não está mais na barriga. Com as perdas sanguíneas normais, que acontecem no período de dar à luz, não é raro o quadro de anemia. Isso quer dizer que o consumo de fontes de ferro, mineral que atua na formação dos glóbulos vermelhos, tem de ser reforçado. “O ideal é manter a ingestão do multivitamínico prescrito pelo obstetra durante a gestação”, aconselha o Dr. Jorge Rezende Filho, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Lucia, no Rio de Janeiro.

Essa medida também ajuda a repor uma eventual carência de outras substâncias, mobilizadas para o desenvolvimento do feto, durante a gravidez. Lembre-se, porém, que nada substitui uma alimentação natural, rica em verduras, legumes, carnes magras, grãos, cereais e frutas. “Ou seja, perder peso não é o foco, nas primeiras seis semanas, mas, sim, uma nutrição saudável para garantir a produção adequada de leite materno”, avisa o médico.

O descanso também é importante. É claro que vai ser praticamente impossível ter uma noite inteira de sono nos primeiros meses, até que as mamadas fiquem mais espaçadas e que mãe e filho se adaptem um ao outro. Mas contar com uma rede de apoio e aproveitar para dormir quando a criança adormecer são boas alternativas.

Quem passou por uma cesárea ainda tem de se preocupar com a cicatrização da cirurgia. O mesmo vale para as mulheres que deram à luz por parto normal, mas que precisaram ser submetidas a uma episiotomia, aquela pequena incisão no períneo para facilitar a passagem do bebê, que, às vezes, é necessária para evitar lacerações.

“O principal, nas duas situações, é caprichar na higiene do corte. Se for no períneo, basta utilizar água e sabonete, sempre que usar o banheiro ou trocar o absorvente. Já na barriga, também é necessário utilizar álcool 70% — o mesmo que é aplicado no umbigo do recém-nascido”, ensina o Dr. Jorge.

Ele também ressalta que o sangramento no pós-parto e a dor dos cortes tendem a regredir progressivamente. Se, ao contrário, o desconforto evoluir, é prudente consultar o obstetra.

Em geral, os médios costumam agendar um retorno ao consultório, depois de uma semana ou 10 dias. Essa avaliação é importante para avaliar parâmetros que, eventualmente, tenham se alterado na gestação, como a pressão arterial e os níveis de glicose, e para verificar a recuperação uterina e do organismo como um todo.

Por fim, tenha em mente que fatores hormonais podem interferir no humor. Mas, tristeza e desânimo persistentes têm de ser avaliados por um médico, para afastar a depressão pós-parto. Não se esqueça de que o bem-estar e a saúde do seu bebê também dependem de uma mãe firme e forte para cuidar dele, certo?

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