Imagem de um casal se alongando na grama.

Saúde do coração: faça escolhas certas no seu dia a dia

24/07/2018 - 3 minutos de leitura

Há inúmeras evidências de hábitos que contribuem para o bom funcionamento do sistema cardiovascular. Veja alguns deles, relacionados à atividade física e alimentação

Praticar exercícios aeróbicos, somando, pelo menos, 150 minutos por semana, é fundamental para aumentar a capacidade cardiorrespiratória, auxiliar na manutenção do peso e das taxas de glicose e colesterol no sangue — tudo isso reduz a probabilidade de formação de placas nas artérias, diminuindo o risco de infarto e AVC. Vale pedalar, caminhar, nadar…

Mas, antes de iniciar o treino, é preciso tomar certas precauções.

Um avaliação médica prévia é fundamental. Mas, para a população geral, uma análise de seu histórico e uma avaliação clínica são suficientes para a liberação. Já para as pessoas com diagnóstico de doença cardiovascular, como a hipertensão, pode ser necessário recorrer a exames complementares, como o MAPA, que monitora a pressão por 24 horas, a fim de verificar eventuais picos.

A partir dos resultados, é possível prescrever um tratamento que vise controlar essas e outras condições de base, permitindo uma prática segura de atividade física.

No que se refere à alimentação, via de regra, a orientação é dar preferência aos alimentos naturais aos processados, caprichando nas frutas, legumes e verduras. Gorduras saturadas, como a das carnes vermelhas e as provenientes de alimentos industrializados, como biscoitos e bolos, devem ser consumidas com moderação.

Vale uma atenção especial para o ômega-3, aquela gordura proveniente de peixes de águas frias e profundas, como salmão, sardinha e arenque, que é reconhecida pelo seu potencial de prevenir a formação de placas nas artérias, minimizando o risco de infarto e AVC.

Um novo levantamento gigantesco sugere que a suplementação da gordura não é capaz de conferir proteção cardiovascular para pacientes de alto risco. Mas, isso não quer dizer que você deva desprezar a substância.

A revisão de 10 estudos, envolvendo quase 78 mil pessoas e conduzido pela Universidade de Oxford (EUA), vem apenas relativizar as recomendações de consumo. Depois de se debruçar sobre os dados, os cientistas constataram que a suplementação de ômega-3 em cápsulas não faz diferença no grupo de alto risco — composto por aqueles indivíduos que já sofreram um infarto no passado ou têm diabetes, por exemplo.

A descoberta contraria, por exemplo, a atual recomendação do American Heart Association, que orienta os pacientes a conversar com seus médicos sobre a suplementação, já que, nem sempre, é possível obter o aporte adequado da gordura apenas por meio da alimentação.Já a atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da

Aterosclerose, de 2017, confirma que não há evidências sólidas para justificar a suplementação.

O que deve ficar claro é que a polêmica toda se refere, exclusivamente, aos suplementos de ômega-3 — e não à substância obtida, naturalmente, a partir da dieta. Nesse ponto, a instituição americana e a diretriz brasileira estão alinhadas e recomendam o consumo de, pelo menos, duas porções de peixes que forneçam ômega-3 por semana.

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