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Setembro Vermelho: como vai seu coração?

Mês de conscientização sobre os cuidados com esse órgão é um convite para refletirmos a respeito de nossos hábitos de vida que influenciam o desenvolvimento de doenças cardíacas.

O coração é um dos principais órgãos de nosso corpo. É um músculo que trabalha sem parar, bombeando o sangue oxigenado para o organismo e direcionando o sangue que circulou pelo corpo para os pulmões para que seja oxigenado novamente. Com boas razões é considerado um de nossos principais órgãos, merecedor até de um mês dedicado a ele: o Setembro Vermelho, com campanhas de conscientização sobre a importância de cuidarmos bem dele.

Em todo o mundo, as doenças cardíacas estão entre as que mais matam. No Brasil, são cerca de 350 mil mortes a cada ano. Em parte, a alta incidência se explica pelos atuais por hábitos de vida. “Enquanto a medicina conseguiu avançar no tratamento de muitas doenças cardíacas, cresceram alguns hábitos atrelados à vida moderna, como dieta inadequada, sedentarismo e estresse, que têm uma relação direta com as doenças cardiovasculares”, afirma o Dr. Pedro Barros, cardiologista do Hospital Samaritano Paulista e coordenador do Protocolo de Dor Torácica.

O lado positivo é que esses fatores podem ser controlados com mudanças consistentes dos hábitos de vida.  “O que a pessoa faz agora reflete nos próximos 5, 10, 15 anos. Quanto mais cedo adotar uma vida saudável, maior é a redução do risco de infarto, derrame e outras doenças cardíacas”, orienta o Dr. Alexandre Galvão, cardiologista do Serviço de Insuficiência Cardíaca do Hospital Samaritano Higienópolis.

Como adotar um estilo de vida saudável?

Nossos especialistas dão algumas orientações sobre hábitos saudáveis e uma dica importante: mude o estilo de vida aos poucos, pois assim você terá mais chances de manter os novos hábitos de maneira consistente.

  • Combata o sedentarismo. Pratique atividade física, de preferência de maneira regular.
  • Pare de fumar. O cigarro, além do dano direto que causa nas artérias, está atrelado a outros fatores que levam às doenças do coração, como hipertensão e redução do colesterol “bom”.
  • Controle o peso e adote uma dieta balanceada. Coma menos carnes vermelhas, frituras e açúcar. Prefira verduras, legumes, frutas e carnes magras, como peixe.
  • Faça check-ups regulares para avaliar existência de diabetes, hipertensão e colesterol alto, entre outros problemas que podem afetar a saúde do coração.

Mito ou Verdade?

Os sintomas de um infarto variam.

Verdade – Dependendo dos fatores desencadeadores do infarto, os sintomas variam e podem ser mais ou menos intensos. Ele pode ser precedido apenas de falta de ar, cansaço e um leve mal-estar. Mas, em geral, caracteriza-se por um aperto no peito, uma dor que a pessoa não consegue localizar o ponto exato com o dedo. Pode ou não irradiar para a parte interna do braço esquerdo, pescoço e mandíbula e ser acompanhada de mal-estar, sudorese e náuseas. Em resumo, os principais sintomas de infarto são: dor no peito, palpitação e falta de ar; náuseas e dor abdominal súbita e forte; alteração do nível de consciência, tontura e desmaios.

Não sou obeso, hipertenso e pareço saudável, então não vou ter um infarto.

Mito – A preexistência de doenças, como hipertensão e diabetes, entre outras, aumentam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, mas nem sempre estão presentes. Um infarto pode ser ocasionado pela somatória de sedentarismo e estresse, por exemplo. Além disso, a doença cardiovascular pode ser silenciosa, sem sintomas.

Qualquer exercício é melhor que nenhum para cuidar do coração.

Verdade – Estudos científicos mostram que mesmo a prática de atividade física sem regularidade é benéfica para a prevenção de doenças cardíacas. Mas o ideal é que seja regular. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda praticar ao menos 150 minutos por semana (aproximadamente 20 minutos por dia). Caso não seja possível, aproveite o tempo que tiver.

São apenas sintomas de ansiedade, não preciso procurar atendimento.

Mito – Dor no peito, palpitação e outros sintomas típicos de ansiedade também podem ser sintomas de infarto. Achar que é só ansiedade é a causa, inclusive, de demora na busca de atendimento médico. O tempo preconizado para tratar o infarto é em torno de 90 minutos, desde a entrada no pronto-socorro até a realização de procedimento para desobstrução da artéria. Assim, a recomendação é: sentiu dor no peito (mesmo já tenha tido isso por causa de uma crise de ansiedade), procure imediatamente o pronto atendimento.

Histórico de doença cardíaca na família exige maior atenção.

Verdade. Existe de fato um maior risco para pessoas com histórico familiar, ou seja, pai, mãe ou irmão que teve a primeira manifestação de doença coronariana aos 50/60 anos. Mas esse risco pode ser amenizado com a adoção de um estilo de vida saudável e acompanhamento médico.

A COVID-19 não afeta o coração.

Mito – Não é só o sistema respiratório que pode ser afetado. A COVID-19 é uma doença sistêmica, que pode acometer várias partes do corpo, inclusive o coração. Já foram identificados casos de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) em pacientes que tiveram COVID. Também é maior a probabilidade de formação de um trombo ou coágulo em uma artéria do coração, o que pode provocar infarto. O risco de complicações é maior na fase aguda da doença, mas pode deixar sequelas nas complicações mais graves.

Não descuide do seu coração durante a pandemia

A pandemia criou um cenário perigoso para portadores de doenças (as do coração entre elas) que, com medo da infecção pelo novo coronavírus, adiam tratamentos e a ida a um hospital em casos de emergência. No período, o Brasil já contabiliza aumento de 31% de mortes por doenças cardiovasculares. “Em Nova York, por exemplo, triplicou o número de pacientes com parada cardíaca dentro de casa. Isso mostra que o medo de ir até o hospital tem consequências sérias”, afirma o Dr. Pedro Paulo Nogùeres, chefe da Cardiologia do Hospital Samaritano Botafogo.

Há, ainda, uma tendência de aumento e agravamento de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas nos próximos meses. É a chamada “segunda onda” da pandemia, associada a problemas decorrentes da interrupção de tratamentos, exames e consultas de rotina.

As mudanças de rotina provocadas pelo isolamento também contribuem para essa segunda onda. “A pandemia é uma época de exceção, que mudou muito o modo de vida. As pessoas comeram em excesso, muitas desenvolveram distúrbios de ansiedade e depressão, o estresse foi intenso e o consumo de bebidas alcoólicas também cresceu. Tudo isso tem impactos negativos para a saúde”, diz o Dr. Celso Musa, coordenador do Núcleo de Cardiologia dos Hospitais Samaritano Barra e Vitória Barra.

A pandemia ainda não acabou. Assim, a orientação dos especialistas é retomar a atenção com a saúde, não deixar de fazer consultas e exames de rotina, manter o tratamento indicado pelo médico e, em caso de sintomas, buscar imediatamente um serviço de pronto atendimento. Você pode fazer tudo isso, sem correr o risco de infecção pela COVID-19. Confira alguns cuidados importantes:

  • Informe-se sobre as medidas preventivas adotadas no consultório ou hospital, tais como fluxos separados para pacientes com e sem COVID, frequência da higienização dos ambientes e equipamentos, ações para garantir o distanciamento social e uso de máscara por todos.
  • Em muitos casos, a telemedicina pode ajudar, evitando deslocamentos desnecessários ou já indicando qual o caminho correto de procura de ajuda.
  • Nas consultas e exames, siga as regras de prevenção, com uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento de pelo menos um metro de outras pessoas.  
  • Ao sentir sintomas como dor no peito, palpitação e falta de ar, entre outros (veja outros sintomas no primeiro item de Mitos e Verdades), não hesite em procurar rapidamente o pronto-socorro.

Cardiopediatria: cuidando do coração dos pequenos

Crianças e adolescentes também podem ter doenças do coração, que são tratadas por uma subespecialidade da Cardiologia, a Cardiopediatria.

Às vezes, o bebê já nasce com problemas no coração. São as chamadas cardiopatias congênitas, malformações no coração que ocorrem durante o desenvolvimento do feto. No Brasil, elas afetam cerca de 1% dos bebês nascidos vivos, com aproximadamente 29 mil novos casos por ano.

Há vários tipos de cardiopatias congênitas. Algumas podem até passar despercebidas, sem sintomas ao longo da vida. Outras demandam apenas acompanhamento médico e eventual tratamento. Mas há casos que exigem cirurgia, às vezes intrauterinas ou já no nascimento. O diagnóstico precoce, ainda durante é gestação, é fundamental para evitar complicações e para definir a melhor estratégia de cuidado.

Existem também as doenças adquiridas, como arritmias, miocardiopatias e infecções no coração, entre outras, além de problemas como hipertensão e colesterol alto, que precisam ser mantidos sob controle.

Nas crianças, os sinais que recomendam procurar um cardiopediatra são: sopro no coração, cansaço para mamar, coração ou respiração acelerada, dificuldade para ganhar peso, suor em excesso, repetidas infecções respiratórias, desmaios, dor no peito, lábios e dedos arroxeados.

Centro de Excelência em Cardiologia Americas

A Cardiologia é um dos Centros de Excelência do Americas Serviços Médicos, que tem entre suas unidades os Hospitais Samaritano Botafogo, Samaritano Barra, Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis e Vitória Barra, onde atuam os especialistas citados nesta matéria.

O Centro de Excelência em Cardiologia do Americas combina qualificadas equipes multidisciplinares, avançadas tecnologias de tratamento e diagnóstico, rigorosos protocolos assistenciais e uma estrutura completa para atendimento dos mais diversos tipos de problemas do coração, incluindo procedimentos de alta complexidade.

Para saber mais sobre nossos hospitais, acesse https://www.americasmed.com.br/nossas-unidades

 

 

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