Imagem de um recém-nascido dormindo.

UTI neonatal sem fantasmas

29/06/2018 - 3 minutos de leitura

Dar à luz e ver o bebê, que acaba de nascer, ser levado a uma unidade como essa pode ser desesperador para muitas mães. Mas não há motivo para perder a cabeça. Cada caso é um caso e, nem sempre, significa que a criança está em perigo. Entenda o contexto

Ter um bebê internado em uma UTI é, por si só, motivo de aflição. No entanto, é preciso ter algumas questões em mente: as estruturas de UTIs neonatais são preparadas para receber recém-nascidos que precisam de cuidados especiais, o que pode acontecer em cerca de 10% das gestações. Isso não quer dizer, porém, que todos eles apresentarão as mesmas condições.

“Alguns, prematuros, podem permanecer na unidade, apenas, para ganhar peso e aprender a respirar de forma regular, enquanto dormem, por exemplo. Outros, mesmo que nascidos no tempo certo, podem apresentar uma infecção mais séria, uma malformação que exija cirurgia ou algum quadro mais preocupante”, exemplifica a Dra. Nicole Gianini, coordenadora médica do Centro de Tratamento Intensivo Neonatal (CETRIN), do Hospital e Maternidade Santa Lucia (RJ).

Esses bebês, portanto, ficam em áreas distintas da UTI, de acordo com a gravidade do caso. Então, os pais devem, antes de tudo, conversar com a equipe médica para entender, exatamente, qual é a situação do seu filho.

Em resumo: não é a UTI que sentencia o estado da criança, mas o motivo pela qual ela está internada na unidade.

Cuidado integral 24 horas
Para tranquilizar qualquer família que esteja passando por esses dias delicados, vale reforçar que a UTI neonatal é o ambiente mais preparado para garantir que os bebês resolvam as questões clínicas, desenvolvam-se e fiquem prontos para voltar para casa.

“Ela é formada por uma equipe multiprofissional, que inclui médicos neonatologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Todos especializados em lidar com as particularidades dos recém-nascidos e suas famílias e 24 horas à disposição, em acompanhamento contínuo”, esclarece a Dra. Nicole.

Além disso, a unidade conta com modernos equipamentos para monitoramento dos bebês, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, que permitem reduzir o número de manuseios no bebê que está se recuperando e manter uma avaliação segura.

Segurança
Quanto às infecções hospitalares, outra preocupação frequente dos pais, vale deixar claro que as UTIs neonatais adotam protocolos rígidos para evitar contaminação. “A higienização das mãos é uma das principais. Além de água e sabão, usamos, frequentemente, o álcool gel à 70%, comprovadamente mais eficaz para eliminar micro-organismos”, garante a médica.

Vale deixar claro que a família da criança não é a responsável pela infecção hospitalar, já que ela é orientada a tocar, apenas, o seu bebê. O controle deve se concentrar, principalmente, na equipe assistencial, evitando que entre em contato com um paciente e, na sequência, com outro, sem a devida higienização das mãos.

O recado que fica é que, por mais angustiante que seja a espera para sair com o bebê da maternidade, ele está cercado de cuidados apropriados para se fortalecer e vencer qualquer vulnerabilidade. Confie!

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Autor Americas Serviços Médicos

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