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Vacinação contra a COVID -19: o que você precisa saber

A tão aguardada vacina chegou. Mas ainda há muitos boatos e fake news que acabam deixando as pessoas confusas. Por isso, consultamos alguns especialistas para esclarecer as principais dúvidas. E todos eles passam uma mensagem unânime: #VACINA SIM.

Desenvolvidas em tempo recorde, as vacinas contra a COVID-19 já estão sendo aplicadas na maioria dos países, o nosso entre eles, começando pelos grupos prioritários. É o início de um processo para vencer a pandemia. Mas isso depende da maciça adesão da população à vacinação. No entanto, ao mesmo tempo em que nasce o sentimento de que estamos caminhando para o fim destes dias difíceis, há pessoas que ainda têm dúvidas sobre se devem ou não tomar a vacina ou estão confusas em meio a boatos e notícias falsas que circulam nas redes sociais.

Para ajudar a esclarecer, preparamos algumas perguntas que foram respondidas por especialistas do grupo Americas Serviços Médicos. Confira.

Quem já teve COVID-19 precisa tomar a vacina?

Embora ter a doença gere uma imunidade, ainda não se sabe quanto tempo ela dura, nem a qualidade dessa imunidade. Já foram registados casos de reinfecção, inclusive no Brasil. A orientação é tomar a vacina, sim. Mas fique atento aos prazos: aguarde quatro semanas após o início dos sintomas ou após o primeiro teste positivo, se você não teve sintomas.

Existe o risco de pegar o coronavírus ao tomar a vacina?

Não existe nenhum risco de contaminação pela vacina.

Qual das vacinas tem 100% de eficácia?

Nenhuma vacina – nem contra a COVID-19, nem contra outras doenças, como gripe e sarampo – tem 100% de eficácia. O que as vacinas contra a COVID fazem é evitar que uma boa parte dos vacinados tenha a doença e que, caso o imunizado seja contaminado, a doença se manifeste com sintomas leves, com risco mínimo de complicações que levem à internação.

Mulheres grávidas ou que pretendem engravidar devem ser vacinadas? E se estiverem amamentando?

A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia recomenda que gestantes sejam vacinadas, especialmente no 3º trimestre da gestação. Mas não há, ainda, estudos específicos sobre isso. Também não há estudos relacionados ao uso da vacina por mulheres que pretendem engravidar ou estejam amamentando. Assim, o melhor é conversar com seu médico a respeito e seguir sua orientação.

Pessoas que participaram de um estudo de vacina anti-COVID precisam ser vacinadas novamente?

Não. Nesse caso, espere ser chamado pelo estudo.

Asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, cirrose, diabetes, hipertensão, cardiopatias, epilepsia, doenças autoimunes, HIV são impeditivos para tomar a vacina?

Não há qualquer há restrição da vacina para pacientes com esses males. Se for o seu caso, não hesite: tome a vacina assim que chegar a sua vez no plano de imunização do governo.

Pacientes que trataram ou estão em tratamento de câncer devem se vacinar?

Não há restrições e é muito importante que essas pessoas se protejam com a imunização, pois estão no grupo de risco para complicações da COVID-19. A Associação Norte-Americana de Oncologia Clínica recomenda que a vacina seja aplicada no intervalo dos ciclos do tratamento, geralmente uma ou duas semanas após a última sessão.

Quem teve reação alérgica a outras vacinas ou é alérgico a alimentos como o ovo pode ser vacinado? 

Pode e deve. Só não tome a vacina se você for alérgico a um dos componentes do produto: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio.

O que fazer se estiver com febre ou tiver tido febre nas últimas 24 horas?

Se a febre for superior a 37,5° C, não tome a vacina nesse momento. Você poderá fazê-lo depois de 24 horas que o quadro se normalizar.

Existe alguma contraindicação da vacina para quem toma antibióticos, corticoides, imunossupressores, imunobiológicos (anticorpos monoclonais) ou imunoglobulina?

Não. Essas pessoas podem tomar a vacina tranquilamente.

E no caso de anticoagulantes?

É importante informar o uso desse tipo de medicamento ao profissional que aplicará a vacina a fim de que sejam tomadas as precauções necessárias para o caso de haver hemorragia após a aplicação. É recomendado colocar gelo no local da aplicação por cinco minutos após o procedimento.

Pessoas que passaram por transplante de órgãos devem ser vacinadas?

Sem dúvida. E é muito importante que sejam imunizadas.  

A segunda dose da vacina pode ser de um fabricante diferente da primeira?

Não. A segunda dose precisa ser do mesmo fabricante e no período indicado.

Podem ocorrer efeitos colaterais após a vacinação?

Sim, qualquer vacina pode acarretar algum efeito colateral. Estudos realizados até o momento apontam que 10% dos vacinados contra a COVID-19 tiveram dor no local da aplicação, fadiga e dor de cabeça. Entre 1% a 9% relataram edema, prurido e endurecimento no local da injeção, náusea, diarreia, dor muscular, tosse, dor articular, coceira na pele, nariz escorrendo, dor de garganta e congestão nasal. Outros efeitos colaterais observados, mas bem mais raros (menos de 1% dos vacinados), foram hematoma no local da injeção, vômito, febre, exantema (erupção avermelhada na pele), dor na região da garganta (orofaringe), espirros, tontura, dor abdominal, sonolência, mal-estar, rubor, dor/desconforto nas extremidades, dor nas costas, vertigem, edema, dispneia e diminuição de apetite.

Quem toma a vacina já pode deixar a máscara de lado?

NÃO! Ainda estamos longe de vencer a pandemia, e a vacina não impede a circulação do vírus. Portanto, seguem sendo fundamentais as medidas de segurança: uso de máscara, higienização constante das mãos e distanciamento social.

Você ainda tem dúvidas? Acesse https://www.americasmed.com.br/coronavirus-covid-19 e assista aos nossos vídeos explicativos. Além deles, você encontra mais informações sobre o assunto e o manifesto do Americas Serviços Médicos em defesa da ciência, da informação, da prevenção e da imunização. Veja, compartilhe, engrosse o time do #VACINA SIM.

Acesse a playlist  da websérie Fato ou fake clicando Aqui

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