imagem de uma moça sorridente fazendo sua refeição na praia.

Verão e intoxicação alimentar

18/01/2019 - 3 minutos de leitura

Verão e intoxicação alimentar
O calor favorece a multiplicação de micro-organismos. Daí o motivo pelo qual os quadros gastrointestinais, como vômito e diarreia, são mais comuns nessa época do ano. Veja o que é possível fazer para se proteger

A intoxicação alimentar é um problema de saúde causado pela ingestão de água ou alimentos contaminados, seja por toxinas, fungos, vermes, vírus ou bactérias.

E, se a própria condição climática já deixa a gente mais suscetível a problemas de estômago e intestino, o mais prudente é reforçar as precauções durante a estação.

Existem duas formas de fazer isso: atentando-se à higiene dos locais que comercializam alimentos e evitando consumir determinados itens que tendem a ser contaminados com mais facilidade.

Partindo desse raciocínio, veja algumas dicas da nutricionista Maíra Reis Simões Ladeira, do Hospital Samaritano Higienópolis (SP), para se prevenir.

Fora de casa

  • Procure passar longe de maionese, molhos e itens crus que estejam em temperatura ambiente, como aqueles que ficam expostos em restaurantes self-service.
  • Dê preferência à maionese e outros molhos oferecidos em sachês industrializados. O perigo maior é quando esses produtos ficam disponíveis em bisnagas e frascos reutilizáveis.
  • Cuidado com alimentos semi-cozidos ou mal-refrigerados.
  • Fuja de sanduíches e salgados transportados em isopores na praia, sob o sol, durante horas a fio.
  • Desconfie das pedras de gelo em bebidas, quando a procedência for desconhecida.
  • Frutos-do-mar, somente frescos e bem acondicionados.
  • Por mais tentador que seja, abra mão de vinagrete e outros temperos que fiquem à mercê de gotículas de saliva, em barracas de pastel, por exemplo.
  • Observe sempre a higiene de restaurantes, quiosques e afins, consumindo, somente, de lugares bem limpos.
  • Sim, fritura demais faz mal. Mas na hora da fome, em um dia de praia, um alimento frito pode ser mais seguro do que outras opções, já que a alta temperatura do óleo combate as bactérias.
  • Observe a temperatura ideal dos alimentos. Itens gelados devem estar realmente gelados. E os quentes precisam estar bem cozidos, sem partes cruas.
  • Fique atento ao sabor natural. Se sentir que um molho está mais azedo do que deveria, por exemplo, abra mão dele. Confie no seu paladar.
  • Em padarias e rotisseries, evite comprar salgados ou tortas recheados, se estiverem no balcão à temperatura ambiente. Eles devem ser armazenados no refrigerador, em balcão térmico ou refrigerado. O ideal é que eles contenham etiquetas que indiquem a data de validade.

Em casa

  • Cozinhe, asse ou frite muito bem as carnes bovinas, suínas, aves, peixes, ovos ou outros produtos de origem animal. O interior do alimento deve estar suficientemente aquecido e cozido.
  • Mantenha os alimentos crus separados dos que já estão prontos, a fim de evitar contaminação entre eles.
  • Higienize bem os utensílios de cozinha, especialmente depois de preparar alimentos crus.
  • Lave sempre as mãos antes de preparar ou comer alimentos e toda vez que utilizar o banheiro ou chegar da rua.
  • Higienize frutas, legumes e verduras com solução de hipoclorito de sódio (é só seguir as instruções de diluição descritas no rótulo). Depois, enxague-os com água potável.
  • Nunca deixe alimentos preparados em temperatura ambiente por mais de duas horas.
  • Organize sua geladeira sem enchê-la demais, pois a quantidade excessiva de alimentos e bebidas compromete a circulação de ar refrigerado.
  • Não coma alimentos que estejam fora do prazo de validade estabelecido pelo fabricante.
  • Jamais consuma alimentos que pareçam deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados, mesmo que estejam dentro do prazo de validade.
  • Descarte alimentos em conserva cujas embalagens estiverem estufadas ou amassadas.
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