Imagem com uma criança sendo vacinada para prevenção de sarampo.

Volta do sarampo: como se proteger

05/09/2018 - 3 minutos de leitura

No início desde ano, casos originados na Venezuela desencadearam surtos na região Norte do Brasil. A partir disso, outros episódios foram registrados no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Mato Grosso e no Rio de Janeiro. Veja as providências necessárias para manter sua família protegida

Por que se preocupar?
O sarampo é uma doença grave, provocada por vírus, que é caracterizada por febre alta, tosse, irritação nos olhos, coriza, mal-estar e manchas avermelhadas, que se espalham pelo corpo. O maior problema, porém, é que ela pode desencadear complicações sérias, como infecções respíratórias e neurológicas, capazes de ameaçar a vida do paciente. Deve-se suspeitar do agravamento quando a febre persistir por mais de três dias, após o surgimento das lesões na pele, sobretudo em pessoas desnutridas, adultos jovens e crianças menores de dois anos.

Como prevenir?
Todas as crianças devem ser vacinadas em duas doses, aos 12 e aos 15 meses de vida. Indivíduos que não foram imunizados na infância precisam receber duas doses, em qualquer momento da vida, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Na dúvida ou na falta de registro, o melhor é seguir o esquema vacinal, sem risco potencial à saúde.

Quem já teve sarampo não precisa se preocupar, pois a doença confere proteção pela vida toda. No entanto, se não há confirmação, o melhor é garantir a vacinação. O Ministério da Saúde disponibiliza duas doses da vacina para pessoas de até 29 anos e uma dose para quem tem entre 30 e 49.

Na rede pública, são aplicadas as chamadas vacinas tríplices virais, que conferem imunidade contra sarampo, caxumba e rubéola. Na rede privada, existe a opção tetra viral que, além dessas doenças, previne a varicela.

Há contraindicações?
Gestantes, pessoas imunodeprimidas, algumas crianças e adultos expostos ou infectados pelo HIV não devem receber o imunizante. Indivíduos em tratamento com quimioterapia, medicamentos imunossupressores ou que foram submetidas a um transplante de medula óssea devem conversar com seu médico, pois há recomendação de adiar a vacinação por determinados períodos. O mesmo vale para quadros febris agudos, já que os sintomas podem se confundir com eventuais reações à vacina.

Já vacinei meu filho. Vale o reforço?
Crianças menores de cinco anos são prioridade para a imunização. As Sociedades Brasileiras de Imunizações, Infectologia e Pediatria aconselha que se considere uma dose adicional para aquelas que já receberam as duas doses da tríplice viral previstas no calendário, desde que a última tenha sido administrada há mais de um mês. É uma precaução extra contra eventuais falhas no esquema de vacinação.

Tive contato com uma pessoa infectada. O que fazer?
A recomendação é receber o imunizante no prazo de 72 horas, a partir do contato. Isso vale, inclusive, para bebês com mais de seis meses. Mas, nesse caso, eles deverão seguir normalmente com as aplicações, aos 12 e aos 15 meses de vida.

Fontes: Dra. Bianca Miranda, do Hospital Samaritano Higienópolis (SP); Sociedade Brasileira de Imunizações, Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Brasileira de Pediatria.

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