Passageiros em um ônibus

Coronavírus/COVID-19: o que é importante saber para se manter informado e protegido

A Organização Mundial da Saúde em 11 de março classificou o quadro como uma pandemia. Entenda mais sobre o tema e saiba como agir com as perguntas e respostas que preparamos.

Não acredite em tudo que ouve ou lê: existe muita informação falsa sobre a doença e seu tratamento. Se tiver dúvida, busque informações em nossos canais e/ou Ministério da Saúde: saúde.gov.br

Quais são os primeiros sintomas da COVID-19?

A maioria das pessoas que desenvolve sintomas do coronavírus apresenta tosse seca, febre, cansaço e falta de ar. Tudo isso tende a ocorrer dentro de 2 a 14 dias após a exposição. Alguns ficam com dores, congestão nasal e conjuntival, dor de garganta e até diarréia, que geralmente são leves e ocorrem gradualmente. Normalmente, as pessoas idosas e/ou com condições médicas existentes, como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, apresentam maior risco de gravidade da doença.

Por que tanta preocupação com um vírus que é apenas mais uma gripe?

Para muitas pessoas, os sintomas da COVID-19 são comparáveis ​​à gripe sazonal em termos de gravidade - mas o perfil geral da doença, incluindo a taxa de mortalidade, parece mais sério até o momento. Daí a necessidade de elevar os cuidados para evitar o contágio.

Quais as melhores maneiras de prevenir?

Segundo o Ministério da Saúde as medidas preventivas mais eficazes para reduzir a capacidade de contágio do novo coronavírus são –voltadas para a “etiqueta respiratória”: higienização frequente das mãos com água e sabão (por cerca de 20 segundos) ou álcool gel 70%, identificação e isolamento respiratório dos acometidos pela COVID-19 e uso dos EPIs (equipamentos de proteção individual) pelos profissionais de saúde.

Quanto tempo o vírus permanece "vivo" em uma superfície depois de um espirro, por exemplo?

As notícias dos especialistas dizem que este tempo é variável e o vírus pode durar cerca de 48 horas (ou mais) em uma superfície dura, como um corrimão ou nos apoios de ônibus, por exemplo. É por isso que o conselho é higienizar as mãos regularmente e não tocar no rosto - evitando que o vírus entre no nariz, boca ou olhos.

O uso de máscaras não vai proteger você de se contaminar com o coronavírus: o uso das máscaras é indicado para os doentes e isso visa evitar que eles contaminem outras pessoas. Também é indicado para proteger profissionais de saúde, pois eles precisam atender pessoas com diagnóstico de infeção por Covid-19. A prevenção da população em geral para esta doença não está no uso de máscaras, mas na atenção às regras básicas de prevenção de infecções respiratórias, como higienizar as mãos, se proteger ao tossir ou espirrar (com o antebraço), evitar contato com pessoas contaminadas e, neste momento em especial, evitar as aglomerações de pessoas, uma vez que em algumas estados já temos a transmissão comunitária do vírus. 

Quando se deve procurar o pronto-atendimento?

Pessoas que não tiveram contato com casos suspeitos ou que não voltaram de países em epidemia e que apresentem quadros leves de gripe  podem priorizar o repouso domiciliar. Caso o quadro evolua para sintomas mais graves ou falta de ar progressiva, aí sim é indicado procurar um posto médico ou hospital para avaliação médica.

Em que situações o paciente se enquadra na definição de caso suspeito da doença?
Conforme protocolo e diretrizes definidas pelo Ministério da Saúde, há três situações casos suspeitos ou prováveis:

Situação 1 – VIAJANTE: pessoa que, nos últimos 14 dias, retornou de viagem internacional de qualquer país E apresente:

Febre > 37,8 E pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia)

Situação 2 – CONTATO PRÓXIMO: pessoa que, nos últimos 14 dias, teve contato próximo de caso suspeito ou confirmado para COVID-19 E apresente: Febre > 37,8 OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia)

Situação 3 – DOMICILIAR: pessoa que teve contato com caso confirmado para COVID-19 E apresente: Febre > 37,8 OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia)

Em locais onde há transmissão comunitária, quando não é identificada a origem da contaminação, o teste pode ser priorizado para casos graves, que necessitem de internação.

O exame diagnóstico não é necessário na maioria dos casos: diante de uma epidemia, o diagnóstico da grande maioria dos casos é apenas clínico e epidemiológico, uma vez que a confirmação do teste não vai alterar o tratamento e pode fazer com que o mesmo fique indisponível para aqueles que precisam ou para pacientes graves.

Se eu suspeitar que estou com coronavírus, há algum remédio que devo tomar?

Até o momento, não existe tratamento medicamentoso específico para Covid-19; desta forma o uso de vitaminas e outras fórmulas não tem nenhuma indicação como tratamento. Este é, na maioria dos casos, feito apenas com sintomáticos, como num resfriado comum e com o isolamento, que evita a contaminação de outras pessoas. 

É possível “pegar” o coronavírus mais de uma vez?

Essa informação ainda é incerta pela coleta de informações que os cientistas puderam colher. Houve um caso no Japão de uma mulher que foi testada como positivo por duas vezes, mas ainda não é certo dizer se ela teve reincidência do vírus ou outra cepa (versão) de coronavírus.

Ficar em casa - se possível - e evitar aglomerações pode mudar o curso de evolução da doença no Brasil: com o crescimento do número de infectados, quanto menos houver lugares com grandes aglomerações de pessoas, melhor. Assim evitamos o crescimento exponencial do número de casos, reduzindo o impacto desta doença no Brasil.

Caso você fique doente e apresente sinais de agravamento do seu quadro, como piora dos sintomas e/ou falta de ar, procure imediatamente um pronto atendimento